adversários do brasil na copa costa rica envision festivalJB Photo/Envision Festival

Os adversários do Brasil na Copa têm festivais maravilhosos

Foi quase automática a associação que fiz entre o Mundial e festivais nesses últimos dias, quando ficamos sabendo dos adversários do Brasil na Copa. É quase impossível lembrar de Copa do Mundo e não recuperar a memória dos primórdios do Festivalando. Este blog-menino nasceu em plena Copa das Copas™.

Saímos de BH rumo à Dinamarca num dia de Inglaterra x Costa Rica no Mineirão, o que nos obrigou a ir pro aeroporto umas cinco horas antes do voo com medo do trânsito. Lá, esbarramos com torcedores ingleses e costa-riquenhos que chegavam para o jogo. Já na Europa, dias depois do Roskilde, assistimos ~chorindo~ ao 7×1 narrado em dinamarquês. E duas semanas depois estávamos sendo zoadas na Alemanha, eu em Berlim, no Resist to Exist, e a Gra no Wacken.

Portanto, de agora até julho do ano que vem o assunto Copa vai se misturar aos festivais de música por aqui inevitavelmente. A Rússia, país-sede, já virou objeto de pesquisa por aqui pra descobrir o que há de festival além do Alfa Future People e do Park Live. Como dona da festa, merece uma lista inteira de festivais que, logo menos, sairá do forno.

Neste primeiro momento, o foco será nos festivais dos nossos recém-descobertos adversários. Juntas, Suíça, Costa Rica e Sérvia oferecem um conjunto de festivais bem diversificado: tem aqueles super tradicionais, grandiosos, de imersão e balada pura.

A Suíça tem um dos festivais mais antigos do mundo

Nem Woodstock existia ainda e o Montreux Jazz Festival já estava lá. Desde 1967, ou seja, há meio século, o festival de Montreux persiste, o que lhe garante o título de um dos mais longevos deste planeta. O Festivalando já foi lá pra sacar qual é (inclusive, foi nessa mesma viagem de 2014) e foi im-pos-sí-vel não cair de amores.

Pra começar, tem jazz e tudo o mais. No ano da nossa visita, teve London Grammar, Metronomy, Dalmon Albarn, Stevie Wonder… Fora isso, tem um monte de shows gratuitos e acontece num dos lugares mais bonitos do país, a riviera suíça, às margens do lago Léman. Eu diria que é um festival cartão-postal! Acontece em julho, em Montreux.

Vale conferir também

O Paléo Festival é o maior festival open air da Suíça, no melhor estilo festival europeu. Tem aquele lineup com headliners que faz a gente babar, camping e uma super marca registrada: uma pscina de lama. Rola sempre em julho, na cidade de Nyon. Ele chegou a ser cogitado pro nosso roteiro, mas não conseguimos ingresso.

A Costa Rica tem um festival que leva a sério MESMO o conceito de experiência

Esqueça nomes badalados no lineup, selfies e patrocinadores. No Envision, que acontece no encontro entre o mar e a floresta, o propósito é criar um ambiente que facilite a imersão e a conexão com a natureza. Espiritualidade, comunidade, saúde, meditação e sustentabilidade são alguns dos valores do festival. Ainda tem, claro, música e também oficinas, performances, surf e yoga. Acontece sempre em fevereiro, em Uvita.

A Sérvia tem um festival perfeito pra uma viagem durante o verão Europeu

Já faz um tempo que um festival do país do Petković está na minha wishlist e ele atende pelo nome de Exit Festival. O lineup é aquela fórmula clássica que se repete por várias cidades da Europa durante o verão: headliners do tipo blockbuster, um indie aqui, um rapper ali, grandes DJs.

O grande apelo pra mim, além do destino, é o combo que está por trás dele. Se você quiser, pode curtir o Exit de boas na Sérvia. Mas pode também sair de lá de barco direto para o festival irmão, o Sea Dance Festival, no litoral de Montenegro. Um roteiro que eu quero muito fazer um dia. Os festivais acontecem sempre em julho, em Novi Sadi (Sérvia) e Budva (Montenegro).

Descubra outros festivais MARA no nosso buscador 😀

O calendário do Brasil na Copa:

17/06 (dom), às 15h – Brasil x Suíça
22/06 (sex), às 9h – Brasil x Costa Rica
27/06 (qua), às 15h – Sérvia x Brasil

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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