SEATTLE, WASHINGTON – April, 2016:Experience Music Project (EMP). Ph: Checubus via Shutterstock

5 Motivos (também sentimentais) para se jogar no turismo musical

Há algo bem forte que nos une aqui no Festivalando, e que une o Festivalando a vocês: a gente gosta de música. Não é verdade? E por gostar tanto de música, a gente simplesmente dedica várias das nossas atividades na vida a ela, inclusive o turismo. E é um turismo diferente, é turismo musical. A gente explica tin tin por tin tin aqui nesse post. Turismo musical é essa ideia de que ninguém fala muito a respeito, mas muita gente já fez, faz ou ainda vai fazer uma viagem que tenha uma ‘desculpa musical’ – pode ser um festival, um museu, uma estátua, qualquer lugar que tenha uma relação com a música.

Mais do que te explicar o que é, ou mostrar para você como a gente tem feito isso no blog, queremos te convencer de que pode ser muito legal se jogar no turismo musical. Por isso, prepare-se para um post totalmente “suspeito para falar”, uma posição extremamente parcial, quase uma declaração de amor para essa categoria de turismo que tanto nos entusiasma. Te damos 5 motivos que vão fazer você ficar com os olhinhos brilhando junto com a gente.

1# A música está em nossos afetos cotidianos

Você já parou para contar quantos amigos você fez por causa da música? Ainda é possível pensar em um monte de relacionamentos que são atravessados pela afinidade musical. Namoro, amizade, rolo, casamento… tanta coisa pode acontecer simplesmente porque você estava no mesmo show que aquela pessoa estava, no mesmo lugar. Ou porque estavam em uma comunidade na web da banda x e aí acabaram se conhecendo melhor, depois de ter a música como gancho. Esses são exemplos clássicos de como a música está implicada nesses afetos e relações.

mulheres no Brutal Assault.

Gra e Pri, mulheres festivaleiras no Brutal Assault (República Tcheca)

Mas, além disso, ainda há os afetos e sensações que atravessam aquilo que acontece com a gente no dia a dia. Seja uma simples playlist feita para malhar, ou aquela música que você adora ouvir quando está alegre. Mais ainda, aquelas músicas que te ajudam na hora das dores da alma. Música é mesmo algo mágico. Por mais que o turismo não seja uma atividade rotineira, ainda é outro lugar que a música sempre está alinhavando lembranças, sonhos.

Então, pense em como essa relação pode ficar mais evidente e marcante quando fazemos turismo musical? Sem contar que as possibilidades de encontrar pessoas que dividem o mesmo afeto que nós pela música em uma atividade turística pode ser bem grande. Festival é um dos lugares onde eu e Pri fizemos um tanto de amigos e conhecidos, por exemplo. E por conta desse gosto de viajar para festival de música, compartilhado por mim e pela Pri, é que o Festivalando aconteceu.

2# Música combina com viagem

música e viagem

PH: Marjan Apostolovic via Shutterstock

Não tem dobradinha melhor do que música+ viagem, na minha opinião. Tanto que há muito tempo, desde quando eu era pequena e meu pai anunciava nossas viagens para o interior de Minas, eu já preparava minha maletinha de fitas e meu walkman (hahaha, denunciei minha idade). E até hoje, sempre que penso em viajar, logo faço uma playlist dedicada para aquela viagem. Agora, viajando para festival, é natural eu fazer playlist de esquenta, aquelas marotas que a gente sempre publica por aqui antes de cada festival que vamos.

Não sei se vocês são assim, mas eu tenho mania de associar músicas a viagens, ou a momentos de viagem. Até mesmo faço uma brincadeira comigo mesma de sempre eleger a música que representa uma determinada viagem. Por exemplo, Solitude do Candlemass foi a música que representou minha viagem de partida da Dinamarca de volta para o Brasil, em julho de 2015… uma tristeza só…

3# A música te leva para novos lugares e faz traçar um roteiro turístico autêntico

Eu e a Pri viajamos para 28 festivais, em 15 países, em apenas dois anos. Definitivamente, o turismo musical te faz levantar a busanfa do sofá. O mundo é grande demais, tem gente que se desanima diante de tal grandeza, por não conseguir escolher ou fazer um recorte. Daí, acaba ficando em casa esperando uma ideia brilhante de roteiro turístico aparecer para então viajar. Ou então, faz uma viagem de um roteiro turístico genérico que pouco se conecta com você.

O turismo musical é diferente. Desde o início, existe uma ligação entre um gosto e um lugar. Enquanto no turismo convencional as pessoas passam por onde os outros dizem que devem passar, no turismo musical você vai aonde sua história de vida com a música apela que você passe.

Além disso, o turismo musical é autêntico, na medida que explora lugares que o turismo tradicional não exploraria. Como por exemplo, uma loja de discos lendária para determinado estilo musical, como é a Neseblod, na Noruega. Ou então uma casa abandonada no meio da Inglaterra, que serviu de capa para uma das obras primas do heavy metal, como é o caso da casa que ilustra a capa do primeiro cd do Black Sabbath.

4# A música amplia as possibilidades de turismo

O turismo tradicional está calcado em uma fórmula para proporcionar o contato com a cultura de outros países. Essa fórmula ou script passa sempre pelo que é histórico, por personagens importantes, monumentos, arquitetura e gastronomia típica. Aí vem o turismo musical e adiciona marotamente mais tons e notas para esse passeio. Vamos tentar ser didáticos aqui. Imagine que, ao visitar Belo Horizonte em um roteiro tradicional de turismo vão fazer você ir à Praça da Liberdade, Praça da Estação, Parque dos Mangabeiras, Rua do Amendoim, Savassi etc. Acrescentando notas musicais a essa viagem, você também deveria dar uma passada em uma esquina, onde se formou o clube da esquina, e há uma placa e um piano; deveria ir à cogumelo records, loja e gravadora que lançou para o mundo um dos grupos de metal mais importantes do país entre outras possibilidades

Assim, o turismo musical vem acrescentar ao turismo tradicional. Além das típicas estátuas, monumentos, praças, parques etc, você também vai ter motivos para visitar boates, casas de shows, gravadoras, lojas de discos, cafés com música, museus sobre música entre tantas outras coisas que podem aparecer. E como a gente disse no motivo #3, são várias as possibilidades de criar roteiros turísticos super autênticos.

5# Música para conhecer mais música

turismo musical em praga

Músicos em Praga. PH: KU_555 via Shutterstock

Quando você faz turismo musical, não quer dizer que você vá somente atrás de uma coisa e que nela vá ficar para o resto da sua viagem. Por exemplo, não quer dizer que em todo o seu roteiro londrino atrás dos Beatles você não vá encontrar em parte da história deles alguma banda ou música que talvez não conhecesse.

Ao visitar uma loja ou gravadora emblemática, sempre tem uma informação musical nova. Ao viajar para um festival, você não fica só por conta dos shows dos seus artistas preferidos. Na maioria das vezes, mesmo que seja contra a sua vontade, você acaba conhecendo novos artistas, bandas.

Com o turismo musical pode ser até mesmo que você entre em contato com novos estilos, gêneros e tradições musicais. Cada país tem as suas peculiaridades no campo da música, assim como nas demais artes. Portanto, uma forma legal de fazer turismo musical é também prestar atenção no que as culturas locais oferecem – pode ser uma tribo que toca uma música x, pode ser uma casa de samba ou de funk no RJ. Tudo isso é turismo musical.

Programe-se para uma experiência de turismo musical. Com esses posts aqui você vai ter uma ideia do que a gente está falando. Quer ajuda para resolver todas as burocracias de viagem? Acesse a nossa central de marcações e resolva a sua vida!

 

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

6 comments

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  1. Rosana Silva 8 dezembro, 2016 at 00:50 Responder

    Me identifico muito com essa matéria, sou uma pessoa que ama shows, viajo pelo Brasil atras de festivais, e shows das bandas de Rock e de Metal que gosto. em São Paulo vou a muitos shows, em 2017 irei fazer minha estreia em festivais internacionais começando pelo Waken, a musica me trouxe muitos amigos, ela me faz viver.

  2. Me Leva Embora Estrada Afora 24 janeiro, 2017 at 18:21 Responder

    “Não tem dobradinha melhor do que música+ viagem” so so true!!! Eu viajo quase que só pra assistir shows, e mesmo quando é uma viagem “normal”, tento achar uma musiquinha ao vivo pra fazer valer a pena. Em bit.ly/melevamusicabrasil listei as 10 músicas brasileiras que mais inspiram pra viajar, na minha opinião. O que acham? Bjs

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