carmen mirandaTúmulo de Carmen Miranda. PH: JKBRASIL via Wikimedia Commons.

9 túmulos de artistas da música para visitar no Brasil

Quem nunca se emocionou com a perda de um grande artista da música que atire a primeira pedra. Só toda a comoção que é gerada quando eles se vão, seja nas redes sociais ou em rodas de conversa nos dá a entender que mesmo depois da morte, essas pessoas ficam imortais para os fãs e muita gente. Por isso, uma proposta de turismo musical que já é feita por muita gente em todo mundo é a visita em túmulos e memoriais. Hoje, separamos 10 túmulos de artistas da música para visitar no Brasil.

Tem gente que vai aos túmulos para tirar fotos, até selfies, beber na ‘compania’ dx seu/sua artista preferidx. Tem gente que vem de longe apenas para prestar um tributo ao artista que está do outro lado. Aqui no Brasil, a maioria dos túmulos de artistas da música listados neste post está no Rio de Janeiro, que é um estado cheio de turismo musical para se fazer. Mas também há artistas enterrados em São Paulo e Bahia. Confira:

Carmen Miranda – Cemitério São João Batista, RJ

Atriz e cantora portuguesa radicada no Brasil, Carmen Miranda teve seu talento reconhecido mundialmente. A imagem de Carmen, com seus arranjos de frutas na cabeça e seu gingado tornou-se símbolo que remetia ao Brasil nos anos 50, junto a outros elementos como o personagem de desenhos da Disney Zé Carioca e a seleção de futebol.

A cantora morreu por causa de um ataque cardíaco fulminante, em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 5 de agosto de 1955. Foi sepultada em 13 de agosto, no cemintério de São João Batista, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. A cantora também teve seu velório realizado no Rio, com a presença de 60mil pessoas na Câmara dos Vereadores da cidade.

Elis Regina – Cemitério do Morumby, SP

Elis regina

Elis. PH: Rubenilson23 via Wikimedia Commons

Dona de uma das vozes e personalidades mais marcantes da música popular brasileira, Elis nos deixou em 19 de janeiro de 1982, quando tinha apenas 36 anos. Conhecida por sua presença de palco e performances que ficaram na memória, Elis teve reconhecimento internacional.

Certamente, sucessos como ‘Nossos Pais’, presente no disco Falso Brilhante, e também Fascinação, no álbum Transversal do Tempo não seriam os mesmos caso tivessem sido interpretados por outra pessoa. Elis morreu em São Paulo, por uma overdose. Naquela cidade ela foi enterrada, no cemitério do Morumby, zona sul de São Paulo.

Cazuza – Cemitério São João Batista, RJ

Um dos maiores poetas e cantores da década de 80, Cazuza embalou a juventude brasileira com suas músicas perspicazes, cheias de boas energias e reflexões. Primeiro, à frente do Barão Vermelho, uma das maiores bandas de rock dos anos 80, e logo em carreira solo. Com sua crítica contundente e performances marcantes, Cazuza foi um ídolo de uma geração.

Em julho de 1990, com 32 anos, sua morte comovia todo o país. No ano anterior, Cazuza declarou ser soropositivo. Devido às limitações de tratamento à época, as complicações causadas pela síndrome da imunodeficiência levaram o cantor ao falecimento. O cantor foi enterrado na zona sul do Rio de Janeiro, cemitério São João Batista. Na lápide, pode-se ler a famosa frase “O tempo não para”, sucesso cantado e lembrado até hoje.

Tom Jobim – Cemitério São João Batista, RJ

Um dos criadores da bossa nova, Tom Jobim foi um dos músicos mais importantes do Brasil. Depois do samba, a bossa nova virou o produto de exportação da música brasileira nos anos 60 e 70. Jobim fez músicas que se pode ouvir e lembrar da doçura e suavidade do som do mar, que marcaram e marcam até hoje.

O cantor e pianista morreu em 8 de dezembro de 1994, em Nova York, depois de enfrentar complicações em uma cirurgia. Seu corpo foi trazido de volta à cidade maravilhosa, para ser entenrrado no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Clara Nunes – Cemitério São João Batista, RJ

Clara foi simplesmente a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil discos no país. Clara Nunes, além de ter uma das vozes mais poderosas e presença de palco mais marcantes, também era profunda conhecedora da música folclórica brasileira, bem como das tradições, ritmos e danças das tradições afro-descendentes no Brasil.

Clara nos deixou sem seu talento em 2 de abril de 1983, aos 40 anos, quando sofreu uma parada cardíaca durante uma cirurgia para retirada de varizes. Importantíssima também foi sua contribuição para o mundo do Samba, e para a Portela, sua escola do coração. A cantora mineira foi sepultada no Rio de Janeiro, no cemitério São João Batista.

Chiquinha Gonzaga, Cemitério São Francisco de Paula, RJ

chiquinha gonzaga

Chiquinha Gonzaga. Wikimedia Commons.

Chiquinha foi uma compositora, pianista e regente brasileira, nascida em 1847, uma época em que muitas mulheres não imaginavam que poderiam dedicar-se à vida pública na música. Enfrentando vários preconceitos, Chiquinha Gonzaga tornou-se um dos principais nomes da música popular brasileira – a qual, aliás, tem seu dia de comemoração no mesmo dia do aniversário de Chiquinha.

A musicista ficou conhecida por ser a primeira pianista de choro no país, bem como a primeira mulher a reger uma orquestra no país. O sucesso “ô abre alas”, que atravessa o tempo e várias gerações, é de autoria de Chiquinha Gonzaga. A musicista faleceu em 28 de fevereiro de 1935, no Rio de Janeiro, onde também foi enterrada, no cemitério de São Francisco de Paula, no Catumbi.

Cássia Eller – Jardim da Saudade, RJ

Atitude, rebeldia e poder em uma só voz e pessoa. Cássia Eller foi uma das mulheres mais importantes para a mpb e o rock brasileiro. Sua trajetória é de quem teve força para enfrentar preconceitos e dificuldades – Cássia trabalhou como servente de pedreiro, e não pôde terminar seus estudos para se dedicar à música.

Seu primeiro contrato foi com a gravadora Polygram, que depois de ter recebido uma fita da artista com a interpretação de uma música de Renato Russo- Por enquanto, decidiu chamar a cantora para gravar o primeiro CD denominado Baobab. Cássia cantou em bares pequenos, depois despontou para grandes plateias.

Morou em Belo Horizonte por muito tempo, e era atleticana fanática. Infelizmente, morreu aos 39 anos, em 29 de dezembro de 2001. por causa de um infarto. Seu corpo foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade, no Rio de Janeiro.

Renato Russo – Parque Burle Marx, SP

Outro ídolo de uma geração inteira, Renato Russo foi o líder do Legião Urbana, uma das bandas mais cantadas por gerações e gerações de juventudes no Brasil.

É considerado até hoje um dos maiores letristas do rock nacional. Renato Russo também foi professor de inglês e repórter de um programa de rádio sobre os direitos do consumidor quando morava em Brasília.

Renato foi mais uma vítima do vírus HIV. Morreu aos 36 anos de idade, em 11 de outubro de 1996. Renato Russo foi cremado e teve suas cinzas jogadas no Parque Burle Marx, na zona sul de São Paulo.

Raul Seixas – Cemitério Jardim da Saudade, BA

raul seixas

Raul Seixas. Wikimedia Commons.

O Raulzito foi considerado o pai do rock brasileiro. Baiano, o cantor e violonista também conhecido como ‘maluco beleza’ conquistou a crítica e o público.

Foi também produtor musical da CBS quando viveu no Rio de Janeiro. Sua carreira de 26 anos resultou em 17 discos, e grandes sucessos como metamorfose ambulante, sociedade alternativa e outros, que também renderam a ele rótulos de contestador e místico.

O artista se interessava por filosofia, psicologia e também pelo ocultismo. Raul nos deixou no dia 21 de agosto de 1989, devido a uma pancreatite fulminante, resultante da sua condição de saúde. O artista foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, Bahia.

Gostou deste post? Temos muito mais pra você!

Receba sempre nossas dicas, histórias e novidades sobre viagens para os melhores festivais de música do mundo.

Compartilhe este post

Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

2 comments

Add yours
    • Gracielle Fonseca 10 julho, 2017 at 15:54 Responder

      Vc não está sozinho nessa, hehehe! Tb curto. Principalmente ver como as culturas diferentes vão celebrar seus mortos de maneiras muito distintas. Fiquei chocada, por exemplo, que na Holanda tinha quase um parque de diversões em miniatura, tudo muito alegre e colorido, montado em um túmulo de uma criança. Interessante, né?

Deixe uma resposta