electric daisy carnival brasilFotos: Insomniac/Divulgação

10 lições que o Electric Daisy Carnival Brasil quer te ensinar

Uma das coisas que mais me chamou a atenção na primeira vez que vi um cartaz do Electric Daisy Carnival foi a frase que vem logo abaixo do lineup: “and the most important headliner of all: YOU”. Ou seja, “o mais importante headliner de todos: VOCÊ”. Isso é uma conclusão óbvia que vale para qualquer festival, afinal sem público não tem evento, mas nem sei se é possível enumerar as vezes que eu ou você fomos considerados abertamente parte do lineup de um festival, não é mesmo?

electric daisy carnival brasil headilners

Mergulhando um pouco mais nesse universo do EDC, eu tenho notado que essa coisa de equiparar o público a um headliner está na base do conceito do festival, e não são poucas as ocasiões em que o público é convocado de uma maneira mais explícita a se posicionar mais ativamente pra fazer o festival acontecer.

Uma das coisas mais bacanas nesse sentido é a Declaração de Direitos do Headilner. No caso, seus direitos. É uma lista de dez princípios baseados no PLUR (Peace Love Unity Respect/Paz Amor Unidade Respeito), mantra da cultura raver. No fim das contas, se você olhar bem, são princípios básicos para a vida, condutas que a gente deveria ter como padrão, mas cuja lembrança e reforço são sempre válidos – afinal, ainda não atingimos a harmonia e a paz plenas nesse mundo difícil. Ainda precisamos aprender muito sobre como conviver com os outros.

A gente fala tanto aqui no Festivalando de como é ótimo quando os festivais oferecem pra gente uma experiência marcante além da experiência musical e, por isso, é muito legal ver um festival incentivando no público os princípios dessa lista. É um bom começo rumo a esse nirvana que a gente tanto busca quando vai a um festival. Portanto, crianças, leiam com atenção a lista abaixo e aproveitem o Electric Daisy Carnival Brasil (que rola nos dias 4 e 5 de dezembro em São Paulo) para aprenderem a ser pessoas melhores 😉

1) Liberdade de expressão
“A pista de dança não é um local para julgamentos. Tudo, desde sua roupa até o totem do festival, são símbolos da representação da individualidade. Vá para fora e compartilhe sua visão com o mundo.”

Lição pra vida, né? Festivais são espaços libertários (ao menos deveriam ser) e é bom que todo mundo que está lá dentro esteja ciente disso, não importa se você quer só ficar na sua ou se você está a fim de enlouquecer (se fantasiar, dançar histericamente, pegar geral). Não olhem torto [email protected] [email protected], tsá?

2) O Direito de Usar Kandi
“A tradição milenar de fazer e trocar kandi cria laços especiais entre as pessoas. Estes acessórios coloridos são mais do que jóias em raves, eles são pedaços queridos de memórias e lembranças que conectam o dono com antigos amigos. Use-os com respeito e orgulho.”

É bem legal entender o simbolismo por trás das pulseiras que tanta gente ostenta nas fotos do EDC. Lembre-se disso e tenha em mente que este pode ser um dos souvenires mais legais que você vai poder levar pra casa.

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3) Igualdade Musical
“A quantidade de gêneros e subgêneros associados a música eletrônica não para de crescer – surgem praticamente do nada – é quase impossível conseguir acompanhar tudo. Alguns são resultado de corajosas misturas de ritmos, enquanto outras continuam presas a suas raízes. De qualquer forma, todas são orgulhosamente apresentadas embaixo da mesma bandeira: a musica eletrônica. Onde quer que você esteja, existe uma batida com o seu nome.”

Apenas parem com mimimis do tipo “isso é modinha”. E aproveitem para dar uma chance e ouvir set daquele artista que você nunca ouviu falar ou nunca deu muita bola. Festival serve também pra gente ouvir coisas novas.

4) O Direito de Usar Seu Cérebro Direito
“A criatividade é o cerne da nossa experiência coletiva. Todos os headliners são encorajados a contribuir com a causa. Ele pode ser tão complexo quanto a concepção de uma fantasia, ou simples como um gesto que trás um sorriso ao rosto de alguém. Quando você ativa sua imaginação, ela inspira outros a se juntarem também. Deixe sua criatividade fluir.”

Gosto muito do jeito como o EDC encoraja o pessoal a entrar no clima colorido e brilhante do festival. Afinal, que outro festival você já viu colocar na lista de itens com entrada permitida objetos como “roupas e joias luminosas” ou “LED poi” (malabares de LED)? Sejam criativos, carnavalizem.

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5) Boas Vibrações
“Defender a paz. Deixe toda sua energia negativa na porta. Você nunca sabe – você pode estar a um abraço de distância do seu festie bestie (melhor amigo de festas). Lembre-se de sempre manter as boas vibrações.”

Nada mais verdadeiro, principalmente no que se refere ao festie bestie. Eu e Gra topamos com muita gente nova nos festivais por onde passamos e algumas dessas pessoas simplesmente passaram a fazer parte das nossas vidas. Muitos de vocês devem ter histórias parecidas, imagino eu.

6) Responsabilidade e Confiabilidade
“Os frequentadores do festival são como sua família. Vamos sempre lembrar da regra mais sagrada: Cuide dos outros como cuidaria de você mesmo. Afinal de contas, estamos nisso juntos. Se você ver que alguém precisa de ajuda, não hesite em dar uma mão (#WEAREWIDEAWAKE). Atos aleatórios de bondade melhoram a experiência coletiva. Amor, amor e muito amor!”

Tá aí outra lição pra carregar a vida toda, assim como o número 1.

7) Inclusão
“União é um dos componentes cruciais que nos mantem próximos. Nenhum headliner merece estar lá mais do que qualquer outro. Esse é um convite aberto. Todos somos bem-vindos.”

Que tal se ocupar de se divertir ao invés de ficar reclamando do “fulano que é modinha”?

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8) Sem Preconceitos
“Todos somos diferentes. Nenhum headliner é igual ao outro. Portanto, devemos celebrar nossas semelhanças tanto quanto abraçamos nossas diferenças – e isso inclui as pessoas que não se identificam como parte de nossa comunidade. Compaixão e entendimento devem ser extensões de nos mesmos.”

A gente nunca precisou tanto de se despir de preconceitos quanto hoje, um momento em que tantas, mas tantas diversidades estão finalmente ganhando voz.

9) Poder Através da Voz
“Essa comunidade não significa nada sem você. Sua voz, suas ações e sua alegria são as inspirações por trás de tudo que fazemos. Não tenha medo de falar o que você pensa, estamos sempre abertos a ouvir.”

Esta é a deixa pra gente dar feedback e soltar o verbo, principalmente se algo sair fora do esperado.

10) O Direito de se Divertir
“Não vamos nos esquecer do porque estamos aqui. A cultura da dança é de se mover de acordo com sua própria batida e relembrar de memórias e momentos com seus entes queridos. Aprenda com a noite e sempre – e nós queremos dizer sempre – tenha ótimos momentos.”

Se jogue. Apenas.

O Festivalando é embaixador do Electric Daisy Carnival Brasil. Veja todas as informações sobre o festival aqui.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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