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10 curiosidades sobre festivais de música: será que você sabia?

Festivais de música são a nossa paixão e também a paixão de muita gente, incluindo vocês que nos leem no Festivalando. A história deles remonta a meados do século XX, conforme já te contamos neste post aqui. Atualmente, os festivais de música são eventos difundidos pelos quatro cantos do planeta ( ache um festival de música para chamar de seu aqui em nosso buscador!), com configurações tão diversas que às vezes nem damos conta de nomear o que é um festival, afinal?No post de hoje, separamos 10 curiosidades sobre festivais de música que talvez você não saiba, mesmo amando muito tudo isso.

Apesar de o mundo dos festivais ser gigante, e existirem tantos novos festivais surgindo a cada dia, separamos as curiosidades sobre 5 grandes festivais que nos encantam. Glastonbury,Coachella, Roskilde, Wacken e Woodstock.

Camping Glastonbury.Photo: ANTB/ Shutterstock

Camping Glastonbury.Photo: ANTB/ Shutterstock

1. Dois dos primeiros festivais de música do mundo ainda existem: com o mesmo nome de quando nasceram, e estão em sua melhor forma

Glastonbury, festival que acontece em Pilton, na Inglaterra desde 1970 e Roskilde Festival, que acontece na cidade homônima na Dinamarca, desde 1971 são dois grandes dinossauros do mundo dos festivais. Hoje, também se pode dizer que ambos os festivais figuram na liderança dos maiores festivais a céu aberto do mundo. Os festivais Reading e Leeds também estão entre os dinossauros que sempre fizeram esse tipo de evento incrível permanecer vivo até os dias atuais.

2. Creedence Clearwater Revival foi a primeira grande banda da época a figurar no line up do Woodstock

Parecia que o sucesso já estava garantido para o Creedence. Porém, naquele histórico Woodstock de 1969 a banda havia sido contemplada com um horário de show que começava às 1h30 da madrugada. Você pode imaginar que o show não foi aquele sucesso todo. O line up daquele ano contou com Santana, The Grateful Dead, Janes Joplin, The Who, Joe Cocker, Crosby, Stills, Nash and Young, Jimmi Hendrix e outros. Um sonho, não foi?

3. A logística dos festivais de música atuais é gigantesca, eu falei GIGANTESCA

Você sabia que um festival das dimensões do Glastonbury conta com mais de 34.000 trabalhadores, 400 deles dedicados somente aos primeiros socorros. Além disso, todos os demais números são impressionantes: 4.500 banheiros, 300 chuveiros; só a BBC precisa trazer consigo mais de 60 km de cabos para cobrir o festival todos os anos. Grande, não é?

Os dados do Wacken Open Air, outro grande festival da atualidade também impressionam: 2,2 quilômetros quadrados de área de festival, 120 bandas, 8 palcos, 800 banheiros, 420 áreas para tomar banho, 100 barracas de comida, 300 barracas de vendas de cd, roupas, etc, 5000 pessoas de equipe de apoio e 80.000 visitantes. Huge, não é?

4. A quarta cidade mais populosa da Dinamarca não é uma cidade, mas sim um festival

Roskilde é uma cidade que fica a 270 km de Copenhague, capital da Dinamarca. Lá ocorre todos os anos, desde 1971 o Roskilde Festival, que abriga 130 mil pessoas durante uma semana de festival – população bem maior do que a população residente na cidade de Roskilde e que faz do festival a quarta cidade mais populosa da Dinamarca, pelo menos em Junho e Julho.

roskilde festival

Roskilde Festival SH Luftfoto, Stiig Hougesen

5. Em geral, usam-se 15 milhões de metros de papel higiênico em festivais de música de grande porte

Sim, os ingleses contabilizaram isso. O Instituto Kaplan revelou vários fatos engraçados sobre os festivais ingleses, dentre eles, o de que a galera realmente defeca pra caramba em festival, não é não? 15 milhões de metros de papel higiênico é tipo a distância de Londres à Roma, em papel higiênico…

6. Kate Moss promoveu a mudança de status da galocha nos festivais e na moda

Kate moss wellies

http://www.instyle.co.uk/celebrity/pictures/celebrity-festival-fashion/kate-moss-at-glastonbury-2005

Depois de aparecer no Glastonbury de 2005 com as famosas Hunter Wellies, as galochas mais desejadas do universo festivaleiro, Kate Moss elevou aquelas antigas “botas de açougueiro” ao status de item fashion indispensável na vida das pessoas que pisam os solos dos festivais de música. Depois disso, as galochas viraram uma febre nos festivais – para alguns, até que a febre fashionista vem a calhar, como foi o caso da minha experiência no Graspop Metal Meeting de 2016. Lama pura.

7. Wacken e Tomorrowland acontecem em cidades de menos de 20 mil habitantes

O gigante o metal, Wacken Open Air, e o gigante da música eletrônica, Tomorrowland acontecem praticamente no meio do nada – eufemismo para roça, como a gente diz aqui em Minas Gerais, hahaha! No caso do Tomorrowland, na Bélgica, ele ocorre em um município chamado Boom, com área rural e tudo mais. Há apenas 16 mil pessoas residindo no local.
Já Wacken, a cidade onde o Wacken Open Air acontece, possui mais vacas do que habitantes – 4000 cabeças de gado para 1.800 residentes bípedes.

8. A meca dos festivais de heavy metal já foi só uma igrejinha de esquina

Quem olha para o Wacken Open Air hoje, o maior festival de metal do mundo, não consegue acreditar que as primeiras edições do festival foram bem simplórias, contando apenas com poucas bandas locais. A primeira edição contou com apenas 6 bandas alemãs. Para saber mais sobre a história e desenvolvimento deste festival, dá uma olhada neste post aqui.

9. Coachella, sua Rycahhh!!!

O Coachella Valley Music and Arts festival, o americano da Califórnia que está entre os festivais de música mais hyppados e desejados da atualidade é o festival mais lucrativo do universo dos festivais de música.

Uma média de 47milhões de dólares em caixa todos os anos, tá querides! Ai ai ai, Coachella. Bora trocar de conta bancária, please?

10. Um dos maiores festivais do mundo é sem fins lucrativos

Não é só do capitalismo que se vive, tá bom, Coachella? O Roskilde Festival, um dos maiores e mais antigos festivais do mundo é sem fins lucrativos desde a sua criação, e existe lindo e maravilhoso até hoje, cada dia melhor. O festival é feito com a ajuda de milhares de voluntários e todo a grana que sobra, ou seja, o que seria o lucro, a organização doa para instituições de caridade e de promoção da igualdade em todo o mundo.

roskilde festival

Per Lange/Roskilde Festival/Divulgação

O festival geral cerca de 36 milhões de euros em caixa todos os anos, e tudo isso vai para insituições e projetos como os Médicos sem Fronteiras, Anistia Internacional, vítimas dos ataques no Iraque, Save the Children e WWF.

Roskilde, seu lindo! Agora nem reclamo mais sobre o preço do ingresso e da cerveja!

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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